
- Brasil chora a perda do Príncipe Dom Pedro Luís de Orleans e Bragança. Homem culto, ético e compromissado com os interesses do Brasil. Exemplo a ser seguido por toda juventude brasileira.
Autora: Silvana Aparecida de Sousa Reis
É fato que se consuma e nos deixa revoltados, ora descrentes; falta-nos neste momento o discernimento mais sensato. Uma vida na sua fase mais esplendorosa, sonhos pelos caminhos, empreendimentos de vida ainda não conclusos. Onde está o Criador neste momento? Até mesmo Cristo suplicou na cruz pelo abandono nos seus momentos finais; que dizer então de nós, mortais expostos a todo tipo de fatuidades.
Numa saída elucidativa à dor, tentamos confortar-nos na expectativa da existência de uma vida paralela; a espiritual; e que, por consequência, traria-nos alento para sufocar a dor e a ausência. Seria esta apenas um amuleto necessário ? Talvez, mesmo pessoas assumidamente religiosas sentem fragilidade nas suas convicções quando tomados de dor intensa pela perda de entes queridos, é inevitável.
Neste momento, às vezes, sem lógica plausível, emerge também daqueles que ficam e sofrem, uma força sem explicação; que os conduz à resignação e aceitação dos fatos sem maiores questionamentos; é o respeito à vontade do Criador.
Pensamentos vão embaralhando as ideias e nos fazem questionar; surge na mente uma figura pública que desafia as expectativas e vai à luta; o vice-presidente José Alencar, que aos 77 anos luta bravamente contra o câncer. Pensamos então que os jovens e crianças não deveriam morrer, apenas os idosos, seria a ordem natural dos acontecimentos. Nos condicionamos assim desde pequenos, até que o inusitado nos leva de encontro à dor, tira-nos pessoas jovens, crianças e referenciais dos nossos sonhos; vem então à mente, a letra da música de Cartola – “O mundo é um moinho” – o poeta é majestoso e nos faz refletir sobre a fragilidade humana diante da morte.
Pedro Luiz, um anjo que zelará pelos ideais nobres de viver num país mais decente, o sonho de todos os monarquistas; onde impere a ética, onde as relações sociais sejam construídas e incentivadas pelo esforço do trabalho de cada um. Que Deus o acolha e permita que sua luz caminhe sempre conosco.


