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Novas do Portugal italianizado!!!

Autores:
Pergunta: Mário Crespo.
Resposta: José Pires.

As questões As perguntas

Mário Crespo

Bandeira da República de Portugal

Portugal: mais uma vítima da república. O país que outrora conquistou o "Novo Mundo", agora não domina nem a si mesmo...

 

Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport? Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi? Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério de Sócrates, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido? Como é que, havendo suspeitas de irregularidades num Ministério tutelado por José Sócrates, ele não está sequer a ser objecto de investigação? Com que fundamento é que o procurador-geral da República passa atestados públicos de inocência ao primeiro-ministro? Como é que pode garantir essa inocência se o primeiro-ministro não foi nem está a ser investigado? Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa? Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos? Que pressões estão a ser feitas sobre os magistrados do Ministério Público que trabalham no caso Freeport? A quem é que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público se está a referir? Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque  José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional? Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido? Haverá duas justiças? Será que qualquer outro cidadão não estaria já a ser investigado? Como é que as embaixadas em Lisboa estarão a informar os seus governos sobre o caso Freeport? O que é que dirão do primeiro-ministro de Portugal? O que é que dirão da justiça em Portugal? O que é que estarão a dizer de Portugal? Que efeito estará tudo isto a ter na respeitabilidade do País? Que efeitos terá um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates no rating de confiança financeira da República Portuguesa? Quantos pontos a mais de juros é que nos estão a cobrar devido à desconfiança que isto inspira lá fora? E cá dentro também? Que efeitos terá um caso como o Freeport na auto-estima dos portugueses? Quanto é que nos vai custar o caso Freeport? Será que havia ambiente para serem trocados favores por dinheiros no Ministério que José Sócrates tutelou? Se não havia, porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo? Como é que a TVI conseguiu a gravação da conversa sobre o Freeport? Quem é que no Reino Unido está tão ultrajado e zangado com Sócrates para a divulgar? E em Portugal, porque é que a Procuradoria-Geral da República ignorou a gravação quando lhe foi apresentada? E o que é que vai fazer agora que o registo é público? Porque é que o presidente da República não se pronuncia sobre isto? Nem convoca o Conselho de Estado? Como é que, a meio de um processo de investigação jornalística, a ERC se atreve a admoestar a informação da TVI anunciando que a tem sob olho? Será que José Sócrates entendeu que a imensa vaia que levou no CCB na sexta à noite não foi só por ter feito atrasar meia hora o início da ópera?

Nota: O Director de Informação da Antena 1 fez publicar neste jornal uma resposta à minha crítica ao anúncio contra as manifestações sindicais que a estação pública transmitiu. É um direito que lhe assiste. O Direito de Resposta é o filho querido dessa mãe de todas as liberdades que é a Liberdade de Expressão. Bem-haja o jornal que tão elevadamente respeita esse valor. É uma honra escrever aqui.   - MÁRIO CRESPO

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VIVA O REI! VIVA O REI! VIVA O REINO DE PORTUGAL!

Senhora Dona Maria Isabel Galveias

de: José Pires


Como filiado na Real Associação de Lisboa – nº 1140 – não posso deixar de subscrever o seu apelo e gritar viva o rei!

Eu não gostaria apenas de morrer sob a Bandeira Azul e Branca. Desejaria, isso sim,  viver sob a sua sombra gloriosa e deixar essa herança aos meus decendentes.
Infelizmente nem com o exemplo do que se passa agora na nação vizinha grande parte da nossa Nação  entendeu as vantagens que a Monarquia poderia trazer-nos. Eu tornei-me defensor da Monarquia quando percebi que a Presidencia da República
nunca é um factor de união entre os portugueses! Como sai sempre das fileiras partidárias, é sempre a vitória de metade dos portugueses sobre a outra metade que nele não votou. A metade que perdeu olha sempre de soslaio e cheia de desconfiança para com ele: nunca pode ser, verdadeiramente, o Presidente de Todos os portugueses! Não foi verdade que uma pretensa diplomata, eleita deputada europeia pelo PS disse de Sampaio – quando ele embora contrariado, viabilizou o governo Santana Lopes – este não é o meu Presidente? Então Sampaio era o Presidente de quem? Como se vê, nem nas fileiras de quem o elegeu o Presidente é mesmo o Presidente de todos os Portugueses.

É por isto que eu prefiro a figura de um Rei! Um rei nunca sai das fileiras  do espectro político-partidário. Logo um Rei é o garante mais seguro da equidade e da imparcialidade da Suprema Magistratura numa Nação em relação às rivalidades dos partidos políticos: estejam eles no Governo ou na Oposição.

Mas quando tentei difundir estes mesmos princípios entre os meus colegas de trabalho, boa parte imaginava que isso mais não representava do que um regresso à Ditadura terminada em 74 e o fim da Democracia! Eu bem argumentava dizendo se alguém pensava que a Inglaterra, a Suécia, a Noruega, a Dinamarca, a Holanda, a Bélgica e agora a Espanha viviam sob governos ditatoriais. Tudo inútil. À minha volta eu só via rostos a olharem para mim com a incrudelidade estampada nos rostos. Via-se que compreendiam a argumentação mas não conseguiam abarcar o alcance da mesma! É esta a maior herança do 25 de Abril: a crença que só este estado de coisas pode viabilizar a Nação, embora tudo tenha vindo a demonstrar o contrário! Temos um País que agora é forçoso ter um Governo com poderes de Maioria Absoluta para poder vencer a Crise e aplicar os seus programas, para ser julgado por isso no final da sua legislatura pelo eleitorado. Mas temos uma Constituição onde a aparição de Maiorias Absolutas fica dependente de verdadeiros milagres, poisfoi escrita propositadamente para que nunca possam haver governos de maioria absoluta, que possam afinal ser responsabilizados pelas suas acções. Tudo para que a bagunça e incerteza continuem a proliferar entre nós, para repoltreio dos fracos e dos incompetentes! Em Inglaterra uma força partidária – conservadora ou trabalhista – que obtenha mais de 30% dos sufrágios governa com plenos poderes. E no fim, essas forças são avaliadas pelos seus desempenhos e ou obtém novos mandatos ou são substituidas pelas oposições.

Em Portugal, um governo de Maioria Relativa só pode aprovar programas que os seus adversários permitam! Assim, mesmo perdendo, são as várias oposições quem, verdadeiramente, deixa governar!  Uma força política ganha as eleições e depois só pode fazer aquilo que os vencidos permitam? Então que raio de Democracia vem a ser esta? Assim nunca iremos lá! Estaremos condenados a ficar para sempre na cauda da Europa ou que então nos transformemos em mais uma autonomia da Corôa Espanhola, com um Zapatero no Governo a tocar rabecão em vez de um Sócrates a tentar declamar filosofia!

Faz isto sentido? Não era mesmo melhor – pelo menos para já – fazermos um Referendo e instaurarmos, de novo, a Monarquia Portuguesa, que foi quem fundou (e restaurou a 1 de Dezembro de 1640!) a Nação Portugues? Desde que se implantou pela força a República, mais de metade do tempo que ela já dura vivemos ora em agitação e bagunça, ora em ditadura. Faz isto sentido, repito? Houve algum soberano da Monarquia Constitucional que tivesse imposto quase cinquenta anos de Ditadura aos portugueses? Ditadura que metade venera e a outra metade abomina ou finge que abomina? Então não é verdade que havia muito mais Liberdade e Democracia entre nós nos bons tempo da Monarquia?

Por isso, minha senhora, VIVA O REI! VIVA O REI! VIVA O REINO DE PORTUGAL!
Cordealmente José Pires

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